NOSSA VISÃO

Fazer o candomblé brasileiro unir etnias, povos e línguas tornando-se cada vez mais rica a nossa  cultura afro-descendente no Brasil e no Mundo

NOSSA FÉ

Os orixás representam forças da natureza, são as personificações de seus elementos cósmicos. Nossa fé está na preservação destes elementos ligada a religiosidade matriz africana

NOSSA FAMÍLIA

O candomblé é a base  religiosa que fortalece nossa  casa, família e ramificações. Sem discriminação de raça, sexo ou etnia aqui todos são chamados de irmãos

BIOGRAFIA

YALORISÁ CARMEN DE OXUM

Mineira de Curvelo, Mãe Carmen conta histórias de sua família: “Vim para cá pequena. Meu pai era mestre de obras, minha mãe lavava roupa, passava, engomava. A gente tinha uma carroça, pegava lata, papel, saía cedo todo dia, conseguia juntar bastante coisa, e vendia. Aos 12 anos fui trabalhar em fábrica. Tinha uma carta do juiz para poder ir trabalhar. Parei os estudos. Trabalhei até o dia que me casei, aí não fui mais trabalhar.” Casada, vieram os filhos, o candomblé, o sumiço do marido (até hoje desaparecido) “Ele não gostou do candomblé, quando meu filho tinha 16 anos ele desapareceu.”

SUA HISTÓRIA

Mãe Carmen iniciou sua vida religiosa no início dos anos 70, com a Yalorixá Cleide de Osun, da nação Nagô. Em sua iniciação, recebeu o posto de Yákekere, recebendo seus direitos (Oiye) ainda bem jovem. A gente vai ouvir a Mãe Carmen do Ilê Olà. Ela tem 63 anos, é uma mulher de extrema influência no Brasil inteiro, faz um trabalho social de grande porte. Costuma atender políticos de diversas colorações partidárias, num rol que inclui Paulo Maluf, Geraldo Alckmim, Fernando Haddad e, ninguém mais ninguém menos, Dilma Rousseff.

Diz que não gosta de Maluf (“minha mãe carnal era apaixonada por ele, eu não era”), que um dia mandou buscá-la para lhe jogar búzios ela até hoje não sabe onde. “Eram 22h, peguei meu jogo de búzios e fui. Cheguei num lugar, tinha um helicóptero pra me pegar”.

Mãe Carmen conta que, quando jovem, foi presa “muitas vezes”, apenas por seu envolvimento com o candomblé. O país que prega total tolerância religiosa nem sempre a pratica, quando se trata de religiosidade de matriz africana.

Ela relata um episódio: “Um dia fui presa, e o delegado falou pra mim: ‘Como a senhora se chama?’. ‘Eu me chamo Carmen de Oxum.’ ‘Eu quero saber o nome civil da senhora.’ ‘Sou ialorixá Carmen de Oxum.’ ‘E a senhora faz o quê? Tem o nome de alguém para quem eu possa ligar agora para referenciar a senhora?’  ‘O senhor pode ligar para o senhor Paulo Maluf, para o senhor Franco Montoro. Eles sabem muito bem quem eu sou, e estou sendo presa seguir minha religião?’ ‘Vou pedir para escoltarem a senhora até sua casa.'”

A CASA

A princípio, a casa de Mãe Carmen era apenas destinada a Oxun, como matriarca. Após a iniciação e obrigação de seu primogênito Karlito D’Oxumaré, fundaram juntos, em 1996, em São Bernardo do Campo, no Jardim Porto Novo o  Ilê Olà Omi Asè Opo Arakà. Traduzindo do Yorubá (casa de honra das Águas de Oxum, força do poste sagrado que liga o céu e a terra de Oxumaré).

 

  

Esta casa tem uma história maravilhosa. O antigo dono Douglas era um design de automóveis Francês, amigo e sociólogo Roger Bastide ( 1898-1974 ) e de Pierre Verger ( 1902-1996 ), etnólogo que estudou o candomblé e a cultura afro-baiana. A dona da casa, filha de Douglas, só aceitou vende-la para minha família quando soube que faríamos um centro de candomblé aqui.

O Ilê Olá e sua ramificações de filhos, netos, bisnetos e tataranetos, formando uma das maiores famílias afro-religiosas do Brasil. nos dias de hoje, superam os mais de 5 mil filhos de santo.

JOGO DE BÚZIOS

Agende seu jogo de buzios com Mãe Carmem através do telefone (11) 9.9763-3813 Ou Pai Karlito (11) 9.7444-1018

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LOCALIZAÇÃO

(11) 4342-3740

 

Alameda dos Pinheirais, 270

São Bernardo do Campo - SP

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